Guia do que fazer e como gastar pouco em uma viagem para o Atacama

Guia completo de passeios, museus, feiras, vales, cânions, vulcões e vida noturna, além de dicas por onde chegar, o que levar e uma tabela com preços atualizados.


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Felipe

Jun 13, 2019

I've been backpacking since 2011 in many diferent ways and time schedules, going to parts of Bolivia, Peru, Colombia, Argentina, Panamá, Spain and ...

guia do que fazer em uma viagem para o Atacama

San Pedro de Atacama, no Chile, é uma cidade imersa no Deserto do Atacama, quente e seca, com ruas de terra e muita poeira no ar. 

As casas pequenas, marrons e sem muita variação de forma, feitas de adobe - tipo de construção feita basicamente com barro - dão uma aparência de estagnação e melancolia misturada com uma sensação do infinito que traz a imensa planície cercada por vulcões e seus cumes nevados. 

A cidade tem menos de dois mil habitantes e é muito tranquila. Geralmente há mais turistas que nativos nas ruas. Quase todo o centro é voltado exclusivamente para atividades turísticas, como restaurantes, agências de viagem, aluguel de bicicletas, farmácias e bancos. Tudo a poucas quadras da Igreja de San Pedro.

Algumas dicas não são apenas para destinos específicos, mas sim para economizar em todas as viagens! Se você quer se tornar um especialista no assunto, pode fazer o curso da Worldpackers de Como Viajar Barato e aprender todas as dicas para viajar mais e gastar menos.

1. A cidade



  • Calle Caracoles

Essa é a principal rua da cidade, onde se concentram a maior parte das empresas turísticas, bancos, farmácias, aluguel de bicicletas e por aí vai. Existem também lugares para comer, porém mais caros. 

O fim da Rua Caracoles é justamente o início do caminho para uma atração no deserto, a Playita, uma das mais próximas e que se pode ir caminhando a partir da cidade.

  • Calle Licancabur

Pode-se dizer que é a segunda rua mais importante da cidade, sob o ponto de vista dos turistas, mas talvez seja a principal nos termos do comércio do dia a dia. Na Licancabur pode-se encontrar mercados mais baratos, que até aceitam cartões (mercado do Vicente e o supermercado no início da estrada), loja de bebidas, pequenos restaurantes com preços bem mais acessíveis, e, no final da rua, na parte alta, encontra-se uma praça com ótima vista para o vulcão Licancabur e seu irmão, além de uma pequena feira de frutas, legumes e verduras e uma porção de trailers de comida mais rápida.

  • Feria de los Jubilados

Uma feira de produtos baratos, novos e usados: ferramentas, botas, roupas, comida, artesanato e muitas outras coisas. Essa é a feira dos Jubilados. 

O comércio dá a volta em dois quarteirões, com início da montagem da feira na Calle Tebenquiche. Esse evento, maravilhoso para viajantes que sofrem com a falta de equipamento, acontece toda primeira quinta feira do mês e dura o dia todo.

  • Feria de los Artesanos

Um corredor que liga as principais ruas da cidade, Licancabur e Caracoles, aberto até quase às dez horas da noite, fica repleto de pequenas barracas com artesanato ao estilo andino, com figuras de lhamas e paisagens desérticas, desde luvas, ponchos, cadernos, velas, gorros e óleos medicinais, a feira dos artesãos está sempre movimentada. Para os parâmetros chilenos, os produtos estão extremamente baratos.

2. Por onde chegar

Como funcionam as fronteiras chilenas

O controle de imigração no Chile é bem mais rigoroso que os brasileiros, argentinos, uruguaios, bolivianos, peruanos ou colombianos. Em um dia tranquilo demora cerca de uma hora com o preenchimento de formulários, esperar em três filas - país de origem, alfândega chilena e revista de bagagem - recompor sua bagagem e finalmente esperar que todos os passageiros embarquem de volta.

Muitos produtos são proibido nas fronteiras chilenas: sementes, produtos de origem animal, produtos artesanais e minerais. O melhor a se fazer é sempre declarar tudo que levamos nos formulários, mesmo porque muito do que está listado como proibido, na realidade depende mais do julgamento do agente que inspeciona sua mala - ele possui a sua declaração em mãos. 

Assim, declarar é basicamente dizer que não leva nada problemático, como material de pesquisa ou objetos colecionáveis, peças de arte ou sementes exógenas que possam causar algum tipo de impacto ambiental. Sempre que você já declarou algo, o agente não o encontrará em sua mochila com surpresa, o que evita muito questionamento.

Paso de Jama, Paso de Sico - Entrando pela Argentina

O lado argentino da região de Antofagasta, onde está a cidade de San Pedro, corresponde às províncias de Salta e Jujuy. Há dois Pasos que controlam o fluxo de turistas e imigrantes para o lado chileno, o Paso de Jama e o Paso de Sico.

Esses dois controles de fronteira sempre têm seus dias complicados. O clima pode influenciar a abertura ou não dos Pasos, principalmente chuva e neve - já que são altos e desérticos - então é mais seguro ficar de olho nas previsões climáticas e no histórico dos Pasos. 

Pode-se saber a situação de todas as fronteiras entre Chile e Argentina através desse site , onde também tem informações sobre documentos necessários e produtos que devem ser evitados na hora de cruzar uma fronteira internacional, previsão do tempo por alguns dias e o histórico recente de cada Paso.

Com esses problemas a parte, ainda há outra coisa para pensar: o Paso de Sico tem trechos de estrada de terra e cascalho, o que não acontece com o Paso de Jama. Assim sendo, Jama é uma rota mais confiável e rápida também - ainda que, dependendo de onde esteja, possa parecer inviável.

Paso Hito Cajon / Portezuelo del Cajon - Entrando por Uyuni

O Paso Hijo Cajon leva à Bolívia, conecta a Região de Antofagasta, no Chile, ao Salar de Uyuni. É o Paso mais utilizado pelos tours e turistas que viajam de carro para a cidade ou o deserto de Uyuni. 

Esse Paso tem os mesmos problemas dos Pasos Argentinos. Recentemente, em março de 2019, uma chuva fora de época não só coloriu de branco os vulcões da zona de Altiplano, como também deixou uma camada de neve sobre o deserto no lado Boliviano.

Aeroporto de Calama

Calama fica a 100 km de San Pedro de Atacama e tem o aeroporto que mais movimenta os ares ao redor da cidade. Muitos viajantes chegam por lá e há algumas alternativas para isso: pode-se fazer o trajeto de transfer, que custa uma média 12000 pesos chilenos (67 reais) por pessoa, de táxi, que custa cerca de 5000 pesos (28 reais) o carro cheio, ou de ônibus mesmo. 

O que pude observar em dois meses como recepcionista em um hostel, agendando todo o tipo de viagens, é que a maneira mais segura é dormir no aeroporto caso seu voo seja muito cedo, ou ficar atento aos horários de San Pedro de Atacama até Calama, que são:


Tabela de horários

3. O que levar para o deserto

Vale sempre lembrar que todas essas fronteiras estão em lugares muito altos. Muitas pessoas sofrem com os efeitos da altitude e da variação de pressão devido à subida rápida. Os sintomas mais comuns são: dores de cabeça, ânsia de vômito, fadiga e, em alguns casos, desmaios. Pode-se minimizar os efeitos evitando bebidas alcoólicas e excesso de sal no período de transição, além de, conscientemente, aumentar o nível da respiração.

No Deserto do Atacama, um dos lugares mais secos do mundo, há uma lista de itens indispensáveis para conhecer o local sem sofrer:

  • Manteiga de cacau: a atmosfera seca racha os lábios muito rápido;
  • Chapéu: nem todos usam diariamente, mas no deserto é indispensável;
  • Protetor solar: não como se faz nas praias. No Atacama é necessário sempre, devido à fina camada de atmosfera que protege a região;
  • Óculos de sol: tudo brilha demais sob o forte sol da região;
  • Camisas de manga comprida: não só porque a noite é fria, mas porque vale a penas utilizá-las também no sol.

4. O que fazer em uma viagem para o Atacama

Nessa pequena região, com pouco mais de 250 km de comprimento e 70 km de largura, há um mundo de opções para eleger, entre caminhadas leves, trekings mais pesados, passeios em bicicleta, de carro ou com tours pode-se demorar um pouco para fazer uma escolha. 

Para os que viajam com pouco tempo é ainda mais difícil. Tendo que fazer uma difícil escolha, para uma curta estadia de 2 dias em San Pedro de Atacama, eu recomendo os mais imperdíveis de para cada gosto:

Para os interessados em um treking fácil: Pukara no primeiro de Quitor e Curz Papal no segundo;

Aos que buscam um treking mais intenso: Catarpe na chegada e Vale da Morte na saída;

 A quem prefere andar em bicicleta: Catarpe e Vale da Lua, como queiram já que as distancias são iguais;

De carro (já na ordem mais lógica): Piedras Rojas, Lagunas Altiplanicas, e Salar do Atacama no primeiro dia; Catarpe, Pukara de Quitor, Vale da Morte, Vale da Lua e Aldea de Turlor no segundo dia;

Com Tours: Piedras Rojas (mesma sequencia do primeiro dia de carro) em um dia e Geysers na manhã do segundo dia  e à tarde Vale da Lua.

Nos próximos tópicos, segue-se uma descrição mais detalhada de cada possibilidade com outras mais para os que viajam com mais tempo. 

Passeios a pé ou de bike (ordenados por distância)

Nem todos os passeios disponíveis em San Pedro são necessariamente caros ou dependentes de agências turísticas. Duas alternativas simples são: caminhar ou alugar uma bicicleta. O aluguel de uma bike sai por 3000 CP (17 reais) por 6 horas ou 6000 CP (34 reais) pelo dia todo e o centro da cidade é cheio de agências que as alugam. As pernas, por sua vez, cobram somente o cansaço.

  • Cruz Papal:

Esse é o passeio mais perto e rápido que se pode fazer desde San Pedro. A Cruz Papal foi construída no meio do caminho para o Valle de La Muerte em homenagem ao Papa João Paulo II. 

A trilha começa na estrada para Calama, continua após a Cruz e permite uma boa vista da cidade, do Valle próximo e do mirante mais alto de Pukara de Quitor.

A caminhada saindo do centro da cidade é de 5 km ida e volta. Apesar de ser perto, não subestime o sol, vá preparado para o deserto. Todo o passeio dura cerca de 1 hora e 30 minutos.


A Cruz Papal

  • Pukara de Quitor:

Esse sítio arqueológico abrigava os ükara até meados do século XII. A caminhada até a entrada com pouco mais de 3 km é bem suave, mas, ainda assim, recomendo fazer pela manhã. Ao entrar no parque, onde paga-se 3000 pesos (17 reais), a primeira coisa que se encontra são informações em posters, alinhados até chegar a uma região com mesas, banheiro e um pequeno museu. 


As ruínas de Pukara de Quitor, vista da metade da subida.

A atração principal é a subida do cerro, que tem as melhores vistas do local e fica na encosta do morro oposto. As construções lembram bem as casas atuais da cidade, feitas de adobe, mas, no caso das ruínas, sobraram apenas fundações e partes das antigas paredes. Com um total de 7 km ao longo do Rio San Pedro, pelo Camiño de Quitor, o passeio dura cerca de 2h30.

  • Valle de la Muerte ou de Marte:

Esse passeio já começa a dar uma perspectiva mais dura e real do que é andar pelo deserto. Sol forte e sem sombra alguma para se proteger ou descansar, o Valle é uma caminhada de 15 km ida e volta, que começa com 3 km de estrada na direção a Calama. 

Ao chegar à porta do Valle, cuja entrada custa 3000 pesos (17 reais), são dadas as instruções de como proceder no parque: nunca desviar das trilhas, voltar antes do anoitecer e, além disso, lhe dizem onde pode chegar.


 Vista do mirante no final do Vale da Morte

Dentro do vale a poeira reina devido a areia fofa sob os pés, o que dificulta o andar a pé ou em bicicleta, visto que, então algumas vezes você é obrigado a carregá-la por algumas dezenas de metros. 

O último ponto, o mirante sobre o Valle de la Muerte, está a 4 km da entrada. Para chegar até lá, se passa ao lado de uma enorme duna onde praticam sandboarding (a prancha pode ser alugada na cidade por 3000 pesos). 

O Vale tem vistas realmente impressionantes e dignas de medo, tudo isso entre formações geológicas antigas e desfiladeiros em um caminho que de fato lhe faz pensar que está fora da Terra. Caminhando o percurso pode ser feito em cerca de 4 horas.

  • Catarpe - Quebrada de Chulacao:

Cerca de 7 km da cidade, essa atração oferece diferentes trilhas com diferentes distâncias para fazer um bom percurso no norte de San Pedro sem a necessidade de pagar por um tour. 

O maior caminho é o que leva à Capela de San Isidoro e Tambo de Catarpe, ao norte. Além desses, pode-se caminhar até o Túnel de Catarpe, a oeste, e a Quebrada de Chulacao, ao leste. 

Os caminhos contam com certo nível de vegetação rasteira e até algumas árvores ao longo do pequeno córrego que guia o caminho todo.

O Túnel de Catarpe fica a 2,5 km da entrada do parque e é a caminhada mais difícil, já que é quase toda subida. O caminho que até 1950 era a única estrada de San Pedro de Atacama para Calama, hoje em dia tem uma das mais belas vistas de todo Atacama, proporcionando ver por cima o vale que cerca Tambos de Catarpe e a quebrada de Chulacao.


Final do caminho ao Túnel

A Quebrada de Chulacao fica a 3,5 km da entrada. São várias entradas em meio a um caminho muito estreito, então dá a sensação de andar em um labirinto. São passagens por cima de pedras ou por dentro de pequenas cavernas que parecem ondas prestes a quebrarem no mar. O caminho pode ser difícil em alguns pontos.

A 1,5 km de caminhada saindo da Quebrada de Chulacao encontra-se a trilha para subir a Tambor de Catarpe. Uma ruína Inca cuja ocupação no local foi por volta de 1450. O sítio arqueológico tem vista privilegiada do vale abaixo, bem como da linha de montanhas nevadas que fica atrás do picos moldados pelo vento, chuva e sombras.


El Tambor de Catarpe

Por fim, caminha-se mais 2,5 km até a pequena Capela de San Isidoro, sempre fechada, uma charmosíssima igreja no meio do deserto. A capela que já tem mais de 100 anos é o ponto mais longe do passeio, a 6 km da entrada. O caminho todo pode ser muito longo, mas é possível pegar uma carona na trilha principal, onde passam os carros.


Capela de San Isidoro

A portaria abre às 8h30 e fecha às 19:30 no verão e 18h30 no inverno. A entrada custa 3000 CP (17 reais). A caminhada gira em torno de 30 km e demora cerca de 7 horas.

  • Aldea de Tulor:

Esse sítio arqueológico atacamenho está aproximadamente a 15 km de distância do centro de San Pedro de Atacama. Fica no caminho em direção a Coyo, a sudoeste do centro da cidade, e pode ser feito quase todo por uma estrada asfaltada, sob o sol forte e sem possibilidades de esconder-se. Também dá para cruzar em direção ao sul pela cidade, atravessando inúmeras estradas de terra empoeiradas, pouco movimentadas por pessoas, dominadas por cachorros, com árvores e sombra nos primeiros 8 km até chegar à estrada, já quase ao lado de Coyo. De Coyo até Tulor a caminhada também é desamparada de sombras, mas dá para pegar uma carona nos quilômetros finais.


 Ruinas de Tulor, com as réplicas das antigas casas no fundo.

As ruínas no meio do deserto, com uma pequena instalação que conta com banheiros e um museu (precisa pagar 3000 CP para entrar no parque), são as fundações de uma civilização que desapareceu antes do período colonizatório, com construções de terra e palha, arredondadas e de portas pequenas. Além das ruínas e do museu, o local conta, também, com duas réplicas em tamanho real das casas de Tulor.

  • Valle de la Luna:

Um vale formado há mais de 22 milhões de anos, por sedimentos e cinzas vulcânicas, moldados pelo tempo, vento e chuva. O Valle de la Luna é, talvez, a atração mais procurada da região. Suas paisagens lunares, que não se parecem com a lua, são um misto de montículos arredondados ou afiados, caminhos de terra sem um pingo de vegetação ou vida animal e uma pitada de sal. .

Para percorrer o vale sem a necessidade de um guia, precisa entrar antes de 13h, a partir desse horário a entrada só  é permitida para passeios guiados. 

Para este percurso, que tem cerca de 30 km ida e volta só dentro do parque, com mais 15 km de estrada, é mais recomendável fazer em bicicleta. A saída é a mesma utilizada para o Valle de la Muerte, porém, depois de 2 km há uma curva para esquerda, de onde se deve pedalar mais 5 km até a entrada. O valor do ingresso fica em torno de 17 reais.

Passeios de carro ou com tour em San Pedro de Atacama 

Muitas atrações turísticas de San Pedro são consideravelmente distantes do setor urbano. Sendo assim, esses passeios, em geral, saem mais caros, sejam feitos através de tours ou em um carro alugado. 

O aluguel de um carro na cidade (um 4x4 para 5 pessoas) fica em torno de 65000 pesos por dia (385 reais), e o tanque cheio sai por aproximadamente 40000 pesos (240 reais). Com o carro alugado e tanque cheio, da para conhecer os principais pontos distantes do povoado. Dessa maneira um passeio, como por exemplo Salar de Atacama sai pela metade do preço do tour.

Todos os tours podem ser feitos por conta própria e apenas com a ajuda de um aplicativo de mapas. Os passeios que comento em seguida foram os que tive experiência real, assim como os passeios a pé ou de bike.

Os tours podem variar um pouco de uma agência para outra. Aqui vai uma tabela com a média dos preços:


Tabela de preços

  • Laguna Cejar, Tebenquiche e Ojos del Salar:

Essas três lagoas ficam na parte norte do Salar do Atacama, todas se encontram no mesmo caminho e são as mais próximas da cidade. Algumas pessoas se aventuram a fazer o percurso em bicicleta, que ida e volta totaliza cerca de 60 km. 

A Laguna Cejar tem uma enorme carga de sal em suas águas, fazendo com que os banhistas sempre flutuem. Para entrar na lagoa precisa pagar entre 10000 CP (60 reais) de manhã  e 15000 CP (90 reais) a tarde.

A Laguna Tebinquiche, em que o custo de entrada é 2000 CP (12 reais), o banho é proibido, então muita gente prefere não pagar para passar da portaria, uma vez que se pode avistar quase toda lagoa do estacionamento.

Por fim, os Ojos del Salar, que são dois poços de cerca de 10 m de diâmetro e com águas cristalinas um ao lado do outro. Esses poços, também conhecidos como Ojos de Tebenquiche por compartilhar o mesmo lençol freático, são de entrada gratuita.

  • Lagunas Altiplânicas: Miscanti e Miñiques:

Duas lagunas, que antigamente era apenas uma, divididas pela fúria e elegância das danças tectônicas e explosões de lava vindas do centro da terra, Miscanti e Miñiques causam uma brusca mudança na paisagem desértica altiplânica. 

Há mais de 4200 metros de altura, a entrada do parque fica a 15km em uma estrada de terra que tem início no lado direito da estrada para quem volta para San Pedro. A entrada custa 3000 CP e é válida para as duas lagoas. O cenário não deixa a desejar, tanto na estrada quanto nas montanhas e vulcões cobertos de neve, tão próximos que parece poder tocá-los. 


 Laguna Miñiques.

  • Piedras Rojas:

Uma das vistas mais incríveis do deserto do Atacama está neste lugar. Dois mirantes dão vista para uma lagoa com várias cores e tons. De lá da para ver lindos pássaros e outros animais que vivem no deserto . Nos arredores da cidade o ambiente é inóspito e no deserto raramente tem vida, com exceção de algumas lagartas. Nesse passeio é maravilhoso ver famílias, grupos de animais migrando pelas estradas, que nesse local já são margeadas por um deserto diferente, coberto por uma gramínea verde clara que se estende até o pé dos vulcões mais próximos.


Segundo Mirador de Piedras Rojas.

Esse é um dos poucos pontos de San Pedro que não cobra entrada. Fica a 150 km da cidade e pode ser conectado com vários outros passeios se for feito de carro. 

Museus

  • Museo del Meteorito:


Museo del Meteorito

Uma exposição de meteoritos classificados de acordo com sua origem, formação e composição química, conta com áudio/guia em português, inglês, alemão, francês e espanhol. As explicações dos fenômenos vão desde as fábricas de estrelas e planetas espalhadas pelo cosmos à teorias sobre a formação da vida na terra e possibilidade de encontrá-las em outros lugares.



Algumas peças maiores podem ser tocadas com as mãos e com imãs no decorrer de uma explicação sobre como encontrar e distinguir meteoritos de rochas basálticas e vulcânicas. O museu abre às 10h, fecha às 13h, reabre às 16h  e fecha às 18:00h, a entrada custa 4000 CP (24 reais).

  • Museo Arqueológico R. P. Gustavo Le Paige:

Ao lado da Calle Tebenquiche, a mesma da feira dos Jubilados, encontra-se a instalação provisória do museu arqueológico da cidade. Conta com peças das mais variadas épocas e utilidades, além de explicações extensas sobre as origens e as mudanças nas sociedades pré-incaicas. 

O museu é um bom lugar para se passar uma ou duas horas lendo e observando as peças, além de estar isolado do resto da cidade, um bom lugar para avistar os vulcões e montanhas que rodeiam o local. O custo de entrada é 2500 CP (15 reais)

Vida noturna

  • Playita - Festa no deserto:

Ao terminar a Caracoles, tem um pequeno rio que se cruza por meio de um caminho de pedras. Nesse caminho de pedras é preciso andar até um ponto onde existe uma passagem entre duas dunas, visíveis de longe. Então, vire à esquerda e caminhe por cerca de 500 metros. 

Na verdade, em dias de festa, simplesmente acompanhe outros grupos que já conhecem o lugar. É uma região com fogueira, música e pequenas bancas que vendem bebidas. Essas festas acontecem mais nos fins de semana, mas durante a semana muita gente costuma ir lá, sentar nas dunas e observar as estrelas longe das luzes da cidade de graça. A caminhada dura entre 20 e 30 min e, sendo à noite, é melhor agasalhar-se bem, faz frio no deserto.

5. Voluntariados e oportunidades

Hostel BackPackers San Pedro

Esse lugar é ideal para quem quer ficar mais tempo em San Pedro. A troca do voluntariado é de 5 horas de trabalho, 6 dias por semana, ou 6 horas por dia por 5 dias na semana. Em troca, o voluntário tem acesso a tudo que está no hostel, como sinal excelente de WI-FI, café, chá, achocolatado, folhas de coca, uso das cozinhas, uma boa cama para dormir e tours a preço de custo.


Hostel BackPackers San Pedro

 Os trabalhos no hostel são de limpeza (cozinhas, banheiros, máquina de lavar). Além disso, o hostel paga horas extras para os que estão dispostos a fazê-las. Tanto os donos do hostel como o gerente são ótimas pessoas e estão sempre dispostas a orientar, dar dicas, e até a ajudar você a ganhar um dinheiro extra.

Busca por emprego e requerimentos

As oportunidades de emprego em San Pedro de Atacama jorram dos hostels e hotéis, bares, restaurantes e agências de turismo. Como a cidade é pequena e a mão de obra especializada falta, os estrangeiros têm certa facilidade de conseguir um emprego temporário. 

Todas as vagas têm uma coisa em comum: precisam de pessoas que falem outras línguas além do espanhol, principalmente inglês, português e francês. O salário médio pago aqui é de 250000 CP (quase 1500 reias) e ainda pode vir carregado com comissões ou gorjetas dependendo da função desempenhada. O custo de vida é muito superior ao do Brasil.

Basta percorrer a cidade distribuindo currículos que se consegue rápido. Dos meus cinco colegas iniciais de voluntariado, três acabaram encontrando emprego e ficando na cidade por mais tempo, o mesmo aconteceu comigo.

6. Tabela de preços no momento (17/04/2019)

San Pedro de Atacama é em geral uma cidade bem cara. Tanto os passeios turísticos quanto os restaurantes e mercados, além de pouca variedade, ainda têm preço elevado para os padrões brasileiros. 

Comer na rua em todas as refeições pode lhe custar mais de 15000 CP por dia (90 reais), sem falar no custo das hospedagem, que custa 8000 CP (47 reais) um hostel muito barato. 

Alternativas para economizar incluem cozinhar onde se hospeda e fazer voluntariadoOutra maneira de economizar é viajando fora da temporada turística, quando a hospedagem de 8000 CP para 14000 CP (82 reais).

Aqui estão alguns preços da cidade:


Tabela de preços

7. Quanto tempo preciso para conhecer o Atacama?

Em San Pedro de Atacama o tempo passa rápido e a quantidade de coisas disponíveis para fazer é grande. Estando disposto a fazer todos os passeios a pé e em bike citados no texto, o tempo mínimo de estadia seria em torno de dez dias, deixando dois dias para descanso. Se a intenção da viagem inclui algumas festas, melhor adicionar mais dois dias. Para os passeios mais distantes, com um carro alugado e acordando bem cedo, é possível fazê-los em dois ou três dias.

Qual a melhor época para conhecer o Atacama?

Como dito anteriormente, San Pedro de Atacama é uma cidade onde o preço das coisas durante a alta temporada aumenta muito. Então, a partir do meio de março até junho e de setembro a novembro são as melhores época para ir para lá. 

Março ainda tem a vantagem de ser logo após as chuvas de verão, com as montanhas cheias de neve e a possibilidade de pegar uma chuva mais leve no deserto (as de fevereiro são perigosas e podem deixar-lhes ilhados na cidade).

Espero que essas dicas te ajudem a curtir sua viagem para Atacama da melhor forma.

Buen Viaje!


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Felipe

Jun 13, 2019

I've been backpacking since 2011 in many diferent ways and time schedules, going to parts of Bolivia, Peru, Colombia, Argentina, Panamá, Spain and ...


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